Cia do Mundo S.A. tem como propósito a interação entre profissionais de todas as áreas, discutindo mudanças, tendências e questões corporativas em geral. Aqui não publicarei apenas meus artigos,se desejarem enviar seus ou outros artigos enviem para o email marsalha@bol.com.br
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26 de junho de 2009
Os cincos porquês
Para buscar sua finalidade, muitas organizações cometem o erro de descrever meras linhas de produção ou segmentos de clientes. Um método eficaz para perceber a verdadeira finalidade é lançar mão dos "cinco porquês". Começando com uma afirmação descritiva como "fabricamos os produtos X" ou "prestamos os serviços Y". Então, pergunte cinco vezes: "Por que isso é importante?" Depois de encontrar os 5 motivos, você perceberá que está chegando à finalidade fundamental de sua organização.
Os cinco porquês auxiliam as empresas de qualquer setor a estruturar seu trabalho de maneira mais significativa. Uma empresa de asfalto e cascalho poderia começar afirmando que fabrica produtos de asfalto e cascalho. Depois de alguns porquês, concluiria que fabricar asfalto e cascalho é importante porque a qualidade da infra-estrutura desempenha um papel vital na segurança e na vida das pessoas. Dessa análise pode surgir a seguinte finalidade: melhorar a vida das pessoas, aprimorando a qualidade das construções feitas pelo homem.
22 de junho de 2009
passos para demitir corretamente
Existe uma tarefa no caminho de todo líder que não pode ser evitada: a demissão de um membro da equipe. Ela pode ser definida como a própria personificação do lado negativo da liderança, pois não há como ser delegada nem feita por e-mail ou telefone. É tarefa exclusiva do líder, frente a frente com o funcionário, que, muitas vezes, não merecia ser demitido, mas, devido a reestruturações, fusões, queda nas vendas, fechamento de unidades e outros fatores, acaba sendo dispensado. Entretanto, na maioria das vezes, você precisa demitir alguém por motivos certos e claros. Confira, a seguir, sete passos para tornar essa tarefa menos traumática para ambas as partes: 1. Assegure-se de que todos saibam as regras – Temos leis que definem muito bem os motivos pelos quais uma pessoa pode ser demitida. Mas será que todos as conhecem? Certifique-se de que essas regras básicas sejam de conhecimento de sua equipe. Isso não vai evitar demissões, porém tornará sua tarefa um pouco mais fácil – afinal, todos sabem as regras do jogo – e diminuirá um pouco as especulações sobre o motivo da demissão do indivíduo. No entanto, tenha cuidado. Você não precisa ficar sempre lembrando essas regras a seu pessoal, pois pode prejudicar o moral da equipe, basta colocá-las em um manual do funcionário, seja em papel ou pela intranet.2. Escolha o dia certo – Especialistas são contra demissão na sexta-feira à tarde por ser traumática para o demitido. A dispensa nesse dia é boa apenas para quem demite, pois fica com o fim de semana para esquecer a experiência. Já o demitido tem dois dias em que se sente totalmente perdido. Da mesma forma, não dispense ninguém na véspera de um feriado ou no retorno das férias. Prefira fazer isso no início da semana, pela manhã.3. Separe pelo menos meia hora em sua agenda – É impossível demitir alguém em dez minutos. Você precisa dar espaço para a pessoa desabafar, falar e expor seus sentimentos. Afinal, o demitido não corta, assim, por mágica, seus laços com fornecedores, clientes e outros membros de sua empresa. Caso ele sinta-se maltratado no desligamento, isso poderá afetar seus negócios.4. Reúna-se sozinho com o demitido – Desligamentos não são assuntos para comitês. Assuma sua responsabilidade de líder e fale a sós com a pessoa. Essa atitude valoriza as duas posições, principalmente a sua.5. Não fique dando voltas – A demissão é um choque de qualquer forma, não importa a maneira como a conduza. Seja educado e coloque a questão em termos mensuráveis. Diga, com todas as palavras, o motivo pelo qual a empresa está demitindo o funcionário, afinal, ele tem o direito de saber a razão de sua dispensa e deve ter espaço para ser ouvido com atenção.6. Documente tudo – Nossas leis trabalhistas são complexas e, dependendo do setor da economia e do nível do colaborador, demissão é sinônimo de “processo”. Por isso, mantenha sempre em dia a documentação de seu funcionário e não deixe nenhum documento de demissão para depois. Resolva o máximo possível de assuntos legais ali, na mesma hora.7. Explique para o restante da equipe – Reúna o pessoal e diga que Fulano está saindo da empresa e que suas funções serão assumidas por Sicrano e Beltrano, durante uma semana, até que o substituto seja escolhido. Aproveite e peça para que as pessoas indiquem conhecidos competentes para o cargo. Você não precisa contar o motivo da demissão, ainda mais se o demitido estiver próximo. Isso pode causar constrangimento a ele e a outros membros da equipe. Ricardo, concentre-se em explicar como será o dia a dia a partir dali.
14 de junho de 2009
O pecado da arrogância
A arrogância é um dos grandes entraves para a sustentação do crescimento de uma empresa, porque, mesmo com todo o sucesso alcançado, somente através do reconhecimento de que é necessário estar constantemente aprendendo é que é possível se manter no topo por mais tempo. E isso pode ser aprendido com qualquer pessoa, companhia ou circunstância, não importando titulações, posições sociais ou hierarquias.
Em um mundo em que a única certeza é a mudança, permanecer em pedestais de imutabilidade por suposta garantia de uma posição alcançada chega a pressupor burrice. Acima da capacidade intelectual e profissional está a capacidade de reconhecer que nenhuma verdade é absoluta, que a vitória não é eterna nem conquistada apenas pelo esforço de uma única pessoa.
A arrogância pode estar aninhada em diversos setores, comportamentos sazonais ou permanentes, personalidades ou cargos. Os arrogantes são facilmente identificados e, geralmente, detestados. Confira alguns indicadores clássicos:
O sucesso chega sempre por sua causa, e nunca pelo esforço de uma equipe ou colaborador.
Seu produto, serviço e ideia são melhores que o da concorrência sempre, mesmo que o próprio cliente sinalize o contrário.
Não ouve ninguém, mas exige ser ouvido – consultores são abominados e funcionários nunca têm ideias boas o suficiente.
Despreza ou humilha quem tem opinião diferente da sua ou quem o desagrada.
Acredita que consegue ter controle sobre tudo, até mesmo sobre as pessoas.
Quando solicita opinião, é apenas um meio de autoafirmação, e não de interesse legítimo.
Tem solução para os problemas alheios, mas jamais consegue resolver os seus. É a síndrome do “professor de Deus”.
A sua palavra obrigatoriamente prevalece acima de qualquer outra.
Critica a todos, porém desconhece o que seja autocrítica.
Por pura falsa modéstia, diz que está muito à frente de seu tempo ou que seu maior “defeito” é ser perfeccionista.
Há clientes, vendedores e profissionais arrogantes, mas, sem dúvida, o grande problema está na liderança arrogante, porque ela serve como parâmetro para que todos os liderados se comportem da mesma maneira e aqueles que não vibram no mesmo diapasão acabam se afastando por pura falta de sintonia com esse estilo de gestão. Nesse caso, grandes talentos são perdidos e toda a empresa sofre, afinal, os arrogantes são “malas” difíceis de carregar.
7 de junho de 2009
O trabalhador do século XXI
"O final do século XX traz a Revolução do Conhecimento e, com ela, novas exigências pessoais e profissionais. Estamos vendo um mundo novo, como jamais visto antes, em que a produtividade atinge patamares incríveis. Nos países desenvolvidos, em oitenta anos as horas dedicadas ao trabalho diminuíram quase pela metade (de 3 mil horas por ano para 1.600) ao mesmo tempo que a produtividade era multiplicada por 50.
Nos dias de hoje, busca-se menos produtividade e mais competitividade, menos informação e mais conhecimento, menos treinamento e mais educação. Disso tiramos as principais características do trabalhador do século XXI, cuja lista, referendada pela Unesco, coincide com as necessidades da educação para este século.
Essas qualidades podem ser resumidas em oito palavras, que nos empurram para uma profunda reflexão sobre nós mesmos: flexibilidade, criatividade, informação, comunicação, responsabilidade, empreendedorismo, sociabilização, tecnologia.
Flexibilidade
Ser flexível, em vez de especialista demais, é uma qualidade. Isso não significa que especializações não sejam importantes, mas o desejado é que as pessoas tenham capacidade de agir de acordo com as situações que se apresentam, atendendo às necessidades do mercado e moldando sua conduta com o objetivo de aumentar a competência. Flexibilidade significa capacidade de adaptação após a percepção das mudanças existentes ou das mudanças a ser propostas. A flexibilidade adaptativa, que permite que as pessoas mudem de área de atuação com naturalidade ou que as empresas mudem os portfólios de acordo com as demandas do mercado, é uma das principais vantagens competitivas modernas.
Criatividade
A preocupação não deve ser armazenar grande quantidade de informação, pois ela está fartamente disponível nos meios de comunicação e principalmente na internet. O diferencial desejável é a capacidade de processar e utilizar as informações de forma original e inovadora. É nesse sentido que a criatividade transforma-se em um recurso moderno. Pessoas criativas inventam e reinventam, e assim ajudam a mover o mundo e conseguem se manter na crista das ondas.
Informação
A criatividade pode suprir a falta de informação, mas ainda assim é necessário aumentar permanentemente nossa base de dados a respeito do que está acontecendo no mundo, em nossa área de atuação e em outras áreas também em virtude da profunda transversalidade dos fenômenos modernos — tudo está ligado a tudo! A velocidade dos avanços em todas as áreas do conhecimento exige educação continuada. Atualizar-se e reciclar-se constantemente compõe o cenário do chamado desenvolvimento humano.
Comunicação
A aquisição de habilidades na comunicação e no relacionamento interpessoal é imprescindível para a qualidade do atendimento ao cliente e para a integração de grupos de trabalho. São dois aspectos que pertencem à cartilha de sobrevivência de todos os profissionais e de todas as empresas. Entender o mercado e se fazer entender por ele é vital, pois as organizações humanas, comerciais ou não, foram criadas para atender às necessidades da coletividade. Comunicar-se adequadamente com os pares, dentro das organizações, integra uma ciência nova e relevante, que é a da gestão do conhecimento.
Responsabilidade
No novo mundo do trabalho as pessoas são mais responsáveis por suas ações e exercem com mais freqüência e intensidade papéis de liderança. Estão desaparecendo cargos e funções estanques e surgindo postos de trabalho destinados ao cumprimento de tarefas em que a responsabilidade de seu executor é cada vez mais cobrada. Ser responsável é responder por seus atos e, com alguma freqüência, pelos atos de outras pessoas pelas quais somos responsáveis.
Empreendedorismo
Não é mais suficiente cumprir ordens e realizar bem sua tarefa. O mercado busca pessoas capazes de agregar valor ao trabalho através de ousadia, criatividade e inovação, atributos do empreendedor. Empreendedorismo não é uma qualidade exclusiva dos empresários, embora eles certamente a possuam, caso contrário não seriam o que são. Qualquer pessoa, em qualquer atividade, pode empreender uma ação que vise otimizar, melhorar, agilizar, favorecer, qualificar ou qualquer outro verbo ligado à idéia de criar um mundo melhor.
Sociabilização
Entender as diferenças culturais é uma necessidade no mundo de hoje, que exige flexibilidade cultural para que se possa interagir globalmente. Cada pessoa deve estar impregnada da capacidade de compreender, respeitar e conectar-se com diferenças culturais e de percepção dos fatos da vida. Isso não se refere apenas a diferenças entre países, mas também, e principalmente, entre pessoas. Saber conviver com idiossincrasias pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma empreitada da qual participam várias pessoas, o que é mais comum no mundo moderno, em que o artesão praticamente desapareceu para dar lugar à equipe.
Tecnologia
É fundamental adquirir intimidade com as novas tecnologias independentemente da idade que se tenha, do nível cultural e da condição social do indivíduo. Qualquer pessoa que esteja no mercado de trabalho deve dispor-se a aceitar e a conviver com as tecnologias emergentes, em especial a informática, e a internet em particular. A tecnologia só substituirá o homem que não aprender a conviver com ela. Se o convívio for saudável, a tecnologia funcionará como um agregado importante na construção da competência pessoal e organizacional.
Enviado por Madalena Santos
1 de junho de 2009
Marketing Titânico
É um estudo de empresas que fracassaram é uma analogia entre o naufrágio do supertransatlântico Titanic e a falência de grandes empresas como a Encol, Iridium, Trol, Bloch Editores, Mesbla, Mappin, KFC e outras. A prepotência deixou as empresas descuidadas e mercado é como o Oceano, sofrendo transformações constantes, que precisam ser previstas para que os administradores possam adotar mudanças no momento certo, quando forem necessárias de acordo com as transformações no ambiente do mercado."Tamanho não é documento. As empresas quando começam a operar em determinados mercados, ou ambientes, assemelham-se a uma embarcação no início de uma viagem. O Titanic tinha tudo para dar certo, mas o problema foi exatamente a prepotência. No mercado as empresas grandes aparentemente deveriam ter uma viagem tranqüila, mas no marketing moderno não é possível se distrair nem um momento e perder de vista os clientes. É preciso ficar mais atento às modificações do mercado", ressalta Las Casas. Ele frisa, no entanto, que em muitos casos, o problema é adotar mudanças erradas, ou no momento incorreto.O primeiro caso mencionado pelo doutor da FGV foi a falência da construtora Encol. "Eles sofreram com a pressão da mídia, mas o grande problema foi a má administração. Desviaram o foco da construção e passaram a fazer aplicações financeiras", revela. Já no caso da Trol, uma série de conflitos geraram instabilidade na empresa que não conseguiu se manter. As lojas de departamento Mesbla e Mappin tiveram que enfrentar uma forte concorrência e também cometeram graves erros de posicionamento mercadológico, ocasionando uma perda de identidade e o foco de sua clientela.A franquia da rede americana de lanchonetes KFC chegou ao Brasil com lojas maiores que a sua capacidade de operação e faltou conhecimento no ramo para produção. Um dos casos mais interessantes foi o da Iridium, empresa de telecomunicações, que antes mesmo de chegar ao mercado lançou uma massiva campanha na mídia, anunciando a tão falada telefonia global. Eles, no entanto, não levaram em conta a concorrência e estavam também sem nenhuma sintonia com o mercado. Em um ano a empresa faliu.Para os empresários, Alexandre Las Casas dá algumas dicas básicas para manutenção da atividade no mercado, começando pela boa sintonia com o ambiente:- Preparar-se para surpresas do ambiente e para as concorrências imprevisíveis- Buscar soluções criativas e estimular novas idéias- Manter sempre uma postura de guerreiro mas com humildade- Reduzir os erros.
Marketing titânico – 5 dicas extraídas de erros de outras empresas .
1 ) Fique ligado no mercado e ambiente. Um filme, uma peça de teatro, tudo pode inspirar soluções.
2) Faça o planejamento pensando nas piores coisas que possam acontecer. Esteja preparado para elas.
3)Treine sua equipe para as dificuldades que possam surgir, capacitando seus funcionários.
4)Mantenha os colaboradores motivados. O clima positivo é fundamental para superar os momentos de crise.
5)Tenha a postura de um eterno guerreiro, e não a de um conquistador comemorando triunfo. Não se sinta o máximo, pois o mercado está em constate mudança.
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