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14 de junho de 2009

O pecado da arrogância

A arrogância é um dos grandes entraves para a sustentação do crescimento de uma empresa, porque, mesmo com todo o sucesso alcançado, somente através do reconhecimento de que é necessário estar constantemente aprendendo é que é possível se manter no topo por mais tempo. E isso pode ser aprendido com qualquer pessoa, companhia ou circunstância, não importando titulações, posições sociais ou hierarquias. Em um mundo em que a única certeza é a mudança, permanecer em pedestais de imutabilidade por suposta garantia de uma posição alcançada chega a pressupor burrice. Acima da capacidade intelectual e profissional está a capacidade de reconhecer que nenhuma verdade é absoluta, que a vitória não é eterna nem conquistada apenas pelo esforço de uma única pessoa. A arrogância pode estar aninhada em diversos setores, comportamentos sazonais ou permanentes, personalidades ou cargos. Os arrogantes são facilmente identificados e, geralmente, detestados. Confira alguns indicadores clássicos: O sucesso chega sempre por sua causa, e nunca pelo esforço de uma equipe ou colaborador. Seu produto, serviço e ideia são melhores que o da concorrência sempre, mesmo que o próprio cliente sinalize o contrário. Não ouve ninguém, mas exige ser ouvido – consultores são abominados e funcionários nunca têm ideias boas o suficiente. Despreza ou humilha quem tem opinião diferente da sua ou quem o desagrada. Acredita que consegue ter controle sobre tudo, até mesmo sobre as pessoas. Quando solicita opinião, é apenas um meio de autoafirmação, e não de interesse legítimo. Tem solução para os problemas alheios, mas jamais consegue resolver os seus. É a síndrome do “professor de Deus”. A sua palavra obrigatoriamente prevalece acima de qualquer outra. Critica a todos, porém desconhece o que seja autocrítica. Por pura falsa modéstia, diz que está muito à frente de seu tempo ou que seu maior “defeito” é ser perfeccionista. Há clientes, vendedores e profissionais arrogantes, mas, sem dúvida, o grande problema está na liderança arrogante, porque ela serve como parâmetro para que todos os liderados se comportem da mesma maneira e aqueles que não vibram no mesmo diapasão acabam se afastando por pura falta de sintonia com esse estilo de gestão. Nesse caso, grandes talentos são perdidos e toda a empresa sofre, afinal, os arrogantes são “malas” difíceis de carregar.

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